As Nossas Raízes

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Os lugares onde estão enraízados os nossos afetos:

  • a Serra da Arrábida e o Rio Sado
  • a Serra da Cava e o Rio Zêzere
  • o nosso belo Portugal
  • a região dos Pirenéus Atlânticos.

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Aldeia da Cava

Este fim de semana foi preciso abrandar. Parar mesmo. Para respirar. Respirar a sério. Sem acelerações. Para sentir a brisa no rosto. Para abraçar os filhos sem pressa. Para reencontrar amigos de infância. Para dar tempo ao tempo. Para ver a erva crescer. ..e os aerogeradores a girar vagarosamente num dia sem vento. Sonolento

Fizemos por isso um pequeno retiro até à nossa Cava sempre hospitaleira e calorosa…

Aldeia da Cava ao anoitecer

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Cálice de vinho Moscatel em primeiro plano e vista de vinha em segundo sob a transparência do vidro

Ontem o nosso dia foi dedicado ao vinho… São servidos de um cálice de Moscatel acompanhado de um quadrado de chocolate?

Seremos mais esclarecedores em posts futuros. Piscar de olho

Serra da Arrábida vista a partir de um banco de areia que se estende ao longo da praia e onde o mar desenhou a sua ondulação na areia

Quem está de passagem não se dá conta da beleza escondida na praia da Figueirinha… É preciso acompanhar o movimento das marés para descobrir esse segredo.

Recanto da ribeira com água a correr e vegetação circundante

Resolvemos encerrar esta pequena série de artigos (os anteriores estão neste post e neste) que registam as impressões da nossa viagem à Cava, partilhando aqui alguns dos momentos que nos tocaram nesse retorno às raízes.

Árvore no topo de uma escarpa com parte do enraízamento à vista

A Cava é uma pequena aldeia situada na freguesia da Madeirã, concelho de Oleiros, na Beira Baixa. Aí nasceram alguns dos nossos antepassados. Aí nasceu também uma parte de nós e algumas das raízes que sustentam o nosso ser e o nosso sentir. O nome da pequena aldeia vem-lhe da sua localização no fundo de um magnifico anfiteatro montanhoso. Em criança, ouvi muitas vezes ser-lhe feita a analogia à cova, quase como uma referência à morada final. Se a memória não me falha, julgo até que teria sido esse o seu nome inicial (terei de averiguar). Compreendo a alusão negativa. O relevo difícil, a desertificação do interior, a falta de oportunidades de trabalho e educação, os acessos outrora complicados, a vida dura… são inúmeros os fatores que para tal contribuíram. Compreendo a alusão, mas felizmente não partilho dessa perceção. Para mim a Cava não é a cova, nem a derradeira morada. É o berço.