GOTS
Hoje partilhei um desabafo e informação sobre tecidos no grupo Lixo Zero Portugal no Facebook e achei que devia partilhá-la aqui no blog também. Já há algum tempo que ando a braços com a questão da sustentabilidade do vestuário.

Compro pouca roupa, porque a que temos nos dura uma eternidade e eu vou restaurando, transformando, recuperando. A dos miúdos está sempre em circulação entre as crianças da família, pois fazemo-la render passando de irmão em irmão e primo em primo. Já começo a comprar também algumas peças em segunda mão na Kid to Kid, embora ainda não se tenha tornado um hábito consistente. Para nós pais ainda não sei onde comprar em segunda mão, porque não tenho muitas opções perto e porque tenho visto alguns comentários no grupo que me deixam com dúvidas sobre o valor de projetos como por exemplo a Humana.

Mas este fim de semana assisti finalmente ao documentário The True Cost que já tem sido mencionado algumas vezes no grupo e sobre o qual estava curiosa. Fiquei estarrecida e sem vontade nenhuma de voltar a comprar nas grandes cadeias ou pelo menos evitar ao máximo meter lá os pés. Algumas delas até me atraíam com apostas como o algodão biológico ou a reciclagem de roupa usada, mas depois de ver a indecência humana por detrás, perdi a vontade.

truecost


Por tudo isto, estou a namorar a ideia de voltar a costurar pelo menos alguma da nossa roupa para poder escolher muito criteriosamente os tecidos (e recorrer a costureiras mais experientes do que eu para aquilo que estiver fora das minhas competências). E é essa a informação que partilhei no grupo e quero partilhar aqui no blog: informação sobre como identificar tecidos éticos e ecológicos para quem desejar tentar esta via também. Neste contexto, convém destacar a certificação GOTS que garante que os tecidos são produzidos ecologicamente e com justiça social. A foto inicial deste post remete para um vídeo muito esclarecedor editado pela própria Global Organic Textile Standard onde se explica todo o processo de certificação e as razões pelas quais os tecidos assim certificados merecem a confiança do consumidor.

Aproveito também para informar que no Norte de Portugal ainda se cultivam e produzem variedades tradicionais de linho de grande qualidade (sendo o linho uma fibra natural e biodegradável simplesmente maravilhosa tanto em termos térmicos como estéticos). Julgo que esses linhos não sejam de produção biológica, no entanto, são de produção local, preservam as nossas variedades locais de linho e incentivam a nossa economia com condições de trabalho francamente mais justas do que as destas grandes cadeias.

Estes são os tecidos em que tentarei ir apostando daqui para a frente. Depois irei postando os projetos de costura que forem nascendo por aqui neste âmbito.

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