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Uma coleção de páginas para partilhar o quotidiano, o imaginário, a criatividade e o artesanato de uma família aprendiz de e apaixonada pela Slow Life, pela Transição e Permacultura e empenhada na Sustentabilidade e na Cidadania Ecológica.

Não pises o sal se não queres que te venha mal

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Pois foi, estivemos de férias. E como sempre a Ciência Viva no Verão fez parte do cardápio. Já vos dissemos o quanto adoramos a Ciência Viva no Verão? Sim, eu sei. Todos os anos repetimos o mesmo, mas é porque realmente nunca nos desilude. Graças a estas inciativas, descobrimos sempre algo de fantástico e surpreendente. Este ano, graças à ação Ciclo do Sal, descobrimos as Salinas do Samouco. Aqui tão pertinho e nunca lhes tínhamos dado a merecida atenção! Como é que podemos ser sempre tão cegos ao que nos rodeia?!

Não vos vamos contar tudo porque, acreditem, nada melhor do que visitarem. Mas preparem-se para encontrar um museu vivo onde são preservadas as técnicas artesanais e ancestrais de extração do sal e uma reserva natural empenhada na conservação do habitat, da fauna e flora locais, com particular enfâse na conservação da avifauna. Para esta Família significou perceber de uma vez por todas porque é que o sal marinho é melhor para o organismo e perceber a diferença relativamente ao sal refinado; compreender a diferença e aprender a distinguir sal e flor de sal; valorizar a extração artesanal destes produtos; descobrir as inúmeras utilizações do sal; interessar-nos pelo uso da salicórnia na culinária (que entretanto até já encontrámos à venda e experimentámos numa deliciosa salada!); interessar-nos por conhecer e observar a avifauna local e pela conservação daqueles ecossistemas no Estuário do Tejo. Diria que foi uma visita muito bem sucedida! Para vos abrir ainda mais o apetite, espreitem este belo vídeo preparado pela Fundação para a Proteção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco. E também têm a respetiva página no Facebook.

E mais, para nós que acreditamos cada vez mais em consumir o que é local, não temos dúvidas: a partir de agora é aqui que vamos buscar o nosso sal e a nossa flor de sal e, quem sabe, até alguma salicórnia. Entretanto, a cegueira seletiva passou-nos! Ficámos com as Salinas do Samouco bem debaixo de olho. Se bons ventos o permitirem, regressaremos para observar as aves. Agora, sempre que atravessamos a ponte Vasco da Gama, dizemos: "Olha, lá estão as Salinas do Samouco!"

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