Passou um ano desde o nosso último post. Tínhamos colocado o blog de lado, arrumado numa prateleira poeirenta nas traseiras da nossa mente. O interesse nos blogs estava a morrer e as redes sociais pareciam ocupar por completo o seu lugar.

Hoje decidimos voltar. Porque as redes sociais são como uma ida ao café ou passear nas avenidas entre a multidão. Às vezes é mesmo disso que precisamos. De agitação. De burburinho. Noutros momentos, nem tanto. Noutros momentos, buscamos o silêncio e a intimidade.

E é nesses momentos que os blogs são provavelmente insubstituíveis. Os blogs tendem a ser intimistas. Como beber uma taça de chá à lareira. E ver o fogo a crepitar. Ou ler um livro que nos abre novos horizontes ou nos faz sonhar. Há blogs em que entramos e parece que o ruído fica lá fora. Fechamos a porta atrás de nós e encontramos alguém calorosamente à nossa espera para uma conversa tranquila e um cacau quente.

Recorrrendo a um conceito dinamarquês que tem suscitado tanto interesse ultimamente: há blogs que transpiram hygge. Transpiram tranquilidade e paz. Vêm com uma aura de bem estar e serenidade. Trazem e cumprem a promessa do diálogo, da escuta e da reflexão. Esses blogs fazem-nos falta. Não queremos que desapareçam. São inspiradores.

E o nosso blog também nos faz falta. Porque precisamos deste espaço onde de vez em quando entra alguém e vem sentar-se a conversar connosco ou vem simplesmente espreitar o livro que estamos a ler. Longe da multidão. Longe do burburinho.

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