Foto de um execerto do livro O guardião das coisas pequenas de Begoña Oro

Os livros e as leituras têm lugar cativo neste blog. Entre essas leituras, nesta fase da nossa vida destacam-se muito particularmente aquelas que fazemos com as nossas crias. Os momentos de leitura cá em casa são momentos de doçura familiar. Ler para eles e com eles é valorizado e prezado por todos, embora tenda a ser sobretudo uma cumplicidade entre mãe e filhos. E para mim como mãe, são momentos preciosos. Não o são meramente pelo seu valor pedagógico, embora o reconheça, claro, e saiba que são um dos motivos que os levam a gostar tanto de livros. Mas são preciosos principalmente porque nos permitem sonhar, rir e chorar juntos. Adoro que nos emocionemos juntos. São preciosos também porque nos permitem descobrir, aprender, refletir, conversar e são o ponto de partida para tantas outras partilhas valiosas. Para mim pessoalmente trazem também o bónus de me permitirem mergulhar novamente no universo da infância e do seu imaginário. Confesso: adoro literatura infanto-juvenil!

O Maxi-Puto já é um leitor completamente autónomo que devora livros sozinho e usa a Biblioteca da escola sem cerimónia. No entanto, embora já não precise de ler para ele como quando era mais novinho, continua a ser muito frequente lermos juntos. O processo é simples. Aninhados no sofá ou na cama, vamos lendo alto um para o outro, cada um o seu capítulo. Normalmente, o César e o Mini-Puto andam por perto e aproveitam também o momento. Alguns desses momentos são verdadeiramente deliciosos. Foi o caso de O guardião das coisas pequenas, da autoria de Begoña Oro. Foi a nossa leitura conjunta no final do verão. Não é todos os dias que nos deparamos com uma pequena pérola como esta. Um conto alegórico, divertido e poético repleto de imaginação e ternura. Recomendamos, sem dúvida. E para abrir o apetite, fica o pequeno excerto acima.