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Há já alguns anos que temos pés de chuchu na nossa horta. Como muitas outras plantas na horta, foi o Sr. M. que lá os pôs. No início não lhes ligávamos muito. Substituíam os nabos na sopa e pouco mais. Depois a pouco e pouco fomos descobrindo receitas mais apetitosas e hoje somos fãs.

Os pés de chuchu duram alguns anos e depois morrem. Este ano já só havia um e ainda por cima precisávamos de o mudar de lugar, porque naquele sítio empatava. Quando estava no hospital e ainda longe de prevermos um desfecho tão doloroso, o Sr. M. deu-nos algumas dicas de como propagar os chuchus. Com estas dicas em mente e algumas pesquisas que já tínhamos realizado na Internet, pusemos mãos à obra.

Guardámos alguns chuchus em casa em lugar com alguma luz, mas sem sol direto. Ficámos a aguardar que espigassem. O chuchu da imagem é um dos mais antigos e já está bem espigadote. Por agora, resolvemos colocá-lo num vaso e deixá-lo na estufa para o proteger do frio enquanto enraíza. Em Março, quando já estiver enraizado e o perigo de geada for menor, logo o colocamos no lugar definitivo. Entretanto, hão-de espigar os outros dois que ainda estão em casa. Um deles já dá sinais disso. Esses, provavelmente, já vão diretamente para a terra.

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Dado que andamos a limpar e preparar o terreno, aproveitámos e também já transplantámos o pé que ainda sobrevive para o seu lugar definitivo. Como levou o torrão e foi para um sítio mais soalheiro, não parece ter-se ressentido da mudança. Vamos preparar o caminho para treparem ao longo do muro de modo a que os chuchus fiquem acessíveis. No lugar onde estavam anteriormente trepavam muito alto e não conseguíamos alcançar os frutos que ficavam no topo.