Sinalética da Grande Rota do Zêzere a indicar caminho inadequado

A ida à Cava que referimos no post anterior incluiu uma longa caminhada do Bravo, aldeia vizinha onde também temos raízes, até ao rio Zêzere. Apesar do clima naquele dia nos ter quase dado a ilusão de estarmos no outono, o passeio foi muito inspirador. A paisagem é soberba. E pelo caminho fizemos duas descobertas muito interessantes.

Paisagem de montanha com o rio zêzere a serpentear pelo meio

Começámos por descobrir a Grande Rota do Zêzere de que ainda não tínhamos ouvido falar e que nos deixou com uma imensa vontade de a vir a percorrer e explorar. Ao longo de um troço da nossa caminhada, reparámos na sinalética que nos era desconhecida e, quando investigámos na Internet, descobrimos que estão a ser ultimados os trabalhos para um novo e fabuloso percurso turístico de 358,5 Km. A Rota unirá a nascente do rio Zêzere em Manteigas à sua foz em Constância, implementando sinalética adequada e estações intermodais que permitirão percorrê-la alternando entre locomoção pedestre, BTT ou canoagem. Ao que parece, considera-se até a possibilidade de criar um documento que ateste a passagem dos caminhantes por todo o percurso. Polegar para cimaPaisagem com vista para o rio Zêzere ao longe

Criámos imensas expectativas em torno deste projeto. Adivinhamos-lhe tanto potencial que ficámos desejosos de o ver a funcionar em pleno. Vamos estar atentos ao site da rede de Aldeias do Xisto para irmos obtendo mais informação.Paisagem mesmo à beira do rio Zêzere

A caminhada conduziu-nos a uma segunda descoberta maravilhosa: o Vilar dos Condes. O sossego, o rio, a floresta, o bom gosto, a hospitalidade, o ambiente e a decoração acolhedores... gostámos tanto que ficámos cheios de vontade de ir experimentar este encantador recanto de turismo rural e de o dar a conhecer aos nossos amigos. Aliás, fomos logo colar-nos ao respetivo perfil do Facebook para nos mantermos a par do que por lá vai acontecendo.

Espaço exterior no Vilar dos Condes

Interior de uma das casinhas no Vilar dos Condes

Não é para todos. Depende não só da personalidade de cada um, mas também do estado de espírito do momento. É para quem procura sossego, calor humano e contacto com a Natureza. Sem televisão, sem lojas, sem cafés. Sem ruído, sem trânsito, sem pressa, sem stress. Fomos acolhidos com uma jeropiga deveras deliciosa e papas de milho doces a que o Maxi-Puto não pôde resistir. Ficámos rendidos ao encanto e à hospitalidade do lugar. Bem hajam.

A placa de Boasw Vindas no Vilar dos Condes e dístico bikotel (Bike Friendly Hotel)

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