Plano aproximado de pedaços de carvão

Fomos ao Dia Verde, mas afinal acabámos por descer à Sala do Inferno…

No domingo 22 de  setembro decorreu o Dia Verde nos jardins do Museu da Eletricidade. Quando chegámos estava muito calor, pelo que decidimos visitar uma vez mais o Museu. Este é provavelmente dos Museus que mais visitámos, talvez ultrapassado apenas pelo Pavilhão do Conhecimento, onde vamos todos os anos. No entanto, esta foi a primeira vez que realizámos esta visita acompanhados por um Guia. E fez toda a diferença. Pela primeira vez, compreendemos plenamente toda a lógica do edifício e da sua gestão. Muito interessante. Mas ainda mais interessante foi compreender a dimensão humana associada à história daquela central elétrica. Descer à Sala do Inferno, onde estão os cinzeiros, foi como recuar no tempo e presenciar o inferno em que trabalhavam aqueles homens e aquelas crianças. Foi quase impercetível, mas creio que por breves segundos ouvimos o ruído infernal, sentimos o calor insuportável, o ar irrespirável… penso que conseguimos até avistar algumas daquelas pessoas com os rostos negros do carvão e da cinza, a pele calejada até à alma e nos olhos talvez ainda uma réstia de brilho…

Não há dúvida. Um Guia faz toda a diferença! Sobretudo quando se entusiasma, quando sabe animar, quando é um contador de histórias, quando tem paixão pelo que conta. Tínhamos chegado à mesma conclusão na visita a Almourol na semana anterior. Um Guia é como Merlin…leva-nos a viajar no tempo!

Plano aproximado de salsa e rama de alho porro

Do Dia Verde gostávamos de ter mais para partilhar, mas acabámos por aproveitar muito pouco de toda a animação à nossa volta (e havia muita!), porque entretanto o cansaço apoderou-se de nós e começámos a ficar rabugentos, acabando por decidir regressar a casa para descansar. Fica para o ano. Ainda assim, trouxemos o contacto do Recanto d’Arrábida, mais uma quinta de agricultura biológica que distribui na nossa zona e que, desde então, já estamos a experimentar e a adorar. Complementando a produção da nossa pequena horta com os produtos biológicos locais, talvez consigamos erradicar quase por completo os pesticidas da nossa alimentação. Pelo menos, não custa tentar. Neste momento, já temos três quintas a quem recorrer localmente: a Quinta do Poial, a Quinta do Paraíso e a quinta Recanto d’Arrábida.

E por aí? Alguém esteve no Dia Verde deste ano que nos possa contar um pouco mais?