"Listen to what life calls you to do" - Otto Scharmer
Estávamos no final de Março. Chovia desalmadamente. Cá em casa, estávamos a ficar quase tão cinzentos como aqueles dias que teimavam em esconder de nós o sol . A última lembrança clara que tenho é de andar louca debaixo de chuva de granizo num sábado à noite a cobrir umas pequenas courgettes, numa tentativa desesperada de as salvar, e pensando para comigo “Será que este inverno não tem fim?” ![]()
Na estufa, as abóboras e courgettes já espreitam há alguns dias. Temos ficado boquiabertos com a velocidade a que crescem. Entre a primeira e segunda fotos das courgettes aqui mostradas passaram pouquíssimos dias, mas a diferença é enorme!
Hoje é dia de mercado em Azeitão. É o rebuliço habitual do primeiro domingo de cada mês. Um mercado tradicional cheio de vida e de cor, de sons e cheiros. É o dia das farturas, de comprar plantas e criação, de ouvir os pregões de quem vende…
No quintal surgem as primeiras flores de jasmim… anunciam-nos que a primavera não tarda. Ainda bem. Cá em casa ansiamos todos por dias de sol passados lá fora. Tem sido um ano de muita chuva maravilhosa, mas confessamos que já nos cansa.
Há já alguns anos que temos pés de chuchu na nossa horta. Como muitas outras plantas na horta, foi o Sr. M. que lá os pôs. No início não lhes ligávamos muito. Substituíam os nabos na sopa e pouco mais. Depois a pouco e pouco fomos descobrindo receitas mais apetitosas e hoje somos fãs.
Os pés de chuchu duram alguns anos e depois morrem. Este ano já só havia um e ainda por cima precisávamos de o mudar de lugar, porque naquele sítio empatava. Quando estava no hospital e ainda longe de prevermos um desfecho tão doloroso, o Sr. M. deu-nos algumas dicas de como propagar os chuchus. Com estas dicas em mente e algumas pesquisas que já tínhamos realizado na Internet, pusemos mãos à obra.